quarta-feira, 29 de outubro de 2014

SSP apresenta balanço dos investimentos na segurança Pública


O Governo do Maranhão, por intermédio da Secretaria de Segurança Pública (SSP), realizou, entre os anos de 2010 e 2014, uma série de investimentos que reaparelharam de forma significativa todo o aparato do sistema de segurança do estado.

          O enfrentamento da violência e da criminalidade exigiu a construção de uma nova concepção de segurança pública, passando pela melhoria das condições de trabalho das polícias e de um conjunto de medidas como a modernização da frota das polícias civil e militar, o reaparelhamento do Corpo de Bombeiros, modernização da estrutura física das Unidades do Sistema de Segurança e da estrutura tecnológica, além da ampliação dos projetos sociais de combate a violência e à criminalidade. 

Neste período, a modernização do Sistema de Segurança teve vários avanços, dentre os quais cabe destacar a implantação do Sistema de Videomonitoramento com a instalação de 153 câmeras de alta definição em diversos locais da cidade. 

O sistema, considerado um dos mais modernos do país, propiciou redução de 50% do índice de criminalidade nos locais contemplados com a instalação, agregando, entre outros benefícios, a contribuição das imagens às investigações da polícia judiciária na instrução dos inquéritos policiais.

A SSP criou a Unidade de Segurança Comunitárias (USC), um projeto voltado para o fortalecimento da integração entre as polícias e a comunidade. A USC visa garantir a segurança e atuar com intervenções inclusivas em favor da cidadania, além de oferecer cursos de inclusão digital para as comunidades vizinhas.

A USC tem inovações como à instalação do sistema de videomonitoramento com  10 câmeras, que cobrem o perímetro de todo o complexo policial dando ao comando de cada unidade um controle 24 horas por dia de toda a movimentação das ruas dos bairros. 

As câmeras estão interligadas a um centro de comando instalado na própria Unidade e também no Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS), na sede da SSP.

Em 2012, foi implantada a primeira Unidade de Segurança Comunitária, localizada no limite dos bairros Divinéia, Vila Luizão e Sol e Mar beneficiando uma população de, aproximadamente, 120 mil moradores. 
 Como resultado, já no final de 2013 foi constatada uma redução de 70% nos índices de violência na comunidade e adjacências.

Já a USC localizada no Bairro do Bom Jesus/Coroadinho, inaugurada em setembro deste ano conta com 59 policiais militares, cinco viaturas, 08 motocicletas e um sistema de videomonitoramento com 11 câmeras, espaço para telecentro de ensino para aulas de informática destinadas à comunidade e auditório com capacidade para 60 lugares, mesma estrutura das outras unidades.

A meta do Governo do Estado é instalar mais 13 USCS, sendo três localizadas nos bairro Cidade Olímpica, em São José de Ribamar; e estão em fase de conclusão nos municípios de Santa Inês, Imperatriz, Coroatá, Codó, Bom Jesus das Selvas, Açailândia, Viana, Itapecuru-Mirim  e Bacabal e os recursos estão mantidos para que as obras sejam  concluídas.

Na área de incentivos para a categoria,  o Governo do Estado antecipou a implementação da tabela de subsídios para policiais militares e bombeiros, constante no Plano de Cargos e Carreiras, garantindo reajuste linear de 5,6% nos salários das duas categorias.

Além da questão salarial, nos últimos quatro anos o Governo do Estado tem investido maciçamente na Policia Militar e Corpo de Bombeiros, com a aquisição de viaturas, armamentos, equipamentos de segurança e melhores condições de trabalho.
Também foi ampliado o quadro de policiais, com a realização de concurso público. 

O Sistema de Segurança do Maranhão ganhou o reforço de mais de 2.300 novos policiais militares, civis e do corpo de bombeiros. Somente a PM recebeu 1.800 integrantes e o bombeiros, 120 homens.

Desde 2010, 131 delegados foram nomeados e distribuídos no Maranhão. A nomeação de mais 30 excedentes pelo Governo do Estado representou um aumento de 75% no número de vagas, que era 40, ofertadas durante o concurso público para a categoria. O efetivo de coronéis na PM foi elevado em 40% e passou de 18 para 25 homens. 
Além disso, os convênios firmados com o Governo Federal fortalecem as ações da segurança pública, garantindo recursos financeiros para importantes projetos, como para o aparelhamento policial. Desde 2010, foram entregues 1.700 veículos entre carros, motocicletas, micro-ônibus, vans, guinchos e quadriciclos, e 1 helicóptero, um dos mais modernos do mundo para o trabalho de prevenção e combate à criminalidade.

A SSP, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), reformou todas as instalações da Delegacia Especial de Turismo, que foi entregue há um mês.  A delegacia realiza o policiamento turístico em eventos e atrativos turísticos, visando o atendimento de qualidade e orientação precisa a turistas nacionais e estrangeiros. 

O Governo do Estado priorizou investimentos significativos no setor, cujo foco foi direcionado para a modernização, reaparelhamento das polícias e a melhoria das estruturas físicas das unidades policiais, aliado ao aperfeiçoamento institucional e político-gerencial da segurança pública, além dos concursos que permitiram o aumento do quadro dos operadores de segurança.

GTM do 1º BPM aponta uma redução significativa nos índices de violência

Foto: J. ROBERTO
Uma equipe preparada e aperfeiçoada para atuar em horários específicos, bem como, as principais áreas de maior índice de violência, o Grupo Tático Móvel (GTM) do 1º Batalhão da Polícia Militar, nasceu com uma política de segurança para fortalecer e intensificar o policiamento ostensivo e, principalmente, garantir a tranqüilidade da população.

Do mês de Junho a Outubro, o Grupo Tático Móvel, dentro das áreas de policiamento, realizou 166 conduções, sendo 65 flagrantes de variados crimes; 7 Termos Circunstancial de Ocorrência (TCO) e 93 Boletins de Ocorrência; a apreensão de 171 frascos de loló, 285 papelotes de maconha 885 petecas de crack e 35 armas de fogo.  
      
  Segundo o aspirante Weyber Christyan Januário Lima, oomandante do GTM do 1º BPM, o trabalho que vem sendo realizado pelo Grupo, desde o inicio do mês de junho, já aponta uma redução significativa nos índices de violência. Ainda segundo ele, os policiais militares que foram selecionados para essa equipe, tem como base o aperfeiçoamento e o treino tático para atuar em situações específicas.

 “Trabalhamos com estudos diferenciados relacionados a operações estratégicas vinculadas a teoria e prática, tendo em vista a realização de reuniões para definir as áreas de patrulhamento. As equipes foram definidas pelos trabalhos destacados dentro do Batalhão com a finalidade de melhorar o policiamento e dá segurança a comunidade”. Disse Weyber Lima.

Policiamento

Dentro da área de patrulhamento, o 1º BPM, juntamente com as companhias e equipes especializadas, atua em mais de 200 bairros, sendo ligados aos eixos Itaquí Bacanga, as Vilas Maranhão e Lobão, parte do São Cristovão e João de Deus.

Como estratégia de atendimento, o batalhão através do GTM, também realiza um policiamento diferenciado destinando uma viatura e uma motocicleta enfocando o patrulhamento de grupo, com o objetivo de dá rapidez e agilidade nas ocorrências.

O GTM do 1º, 6º e 9º e a Equipe Tática Albatroz atuam também de forma conjunta realizando a Operação Cerco Total no fim de semana e em dias de maior incidência criminal. O Grupo Tático e a Força Nacional integram ainda, a Operação Maranhão Seguro, que é deflagrada em dias específicos. 
      
Para o Major Ilmar Lima Gomes, comandante do 1º BPM, a força do GTM é fruto de um trabalho árduo por policiais treinados e capacitados para atuar em situações de risco. “Eles passam por cursos de Instruções de Tiro, Técnicas Policiais, Teorias Legislativas entre outros, além de estudar os principais locais de violência.

O nosso principal objetivo é aperfeiçoar a tropa cada vez mais, assim como, valorizar o trabalho realizado por eles”. Frisou o oficial.

Criação

         O Grupo Tático Móvel (GTM) foi criado pelo Coronel José Frederico Gomes Pereira, que na época comandava o 9º BPM. O intuito foi criar um policiamento que fizesse a diferença nas abordagens e atuar nas regiões com maior índice de criminalidade.          

Oposição é contra eleição indireta para governador e avisa que lançará candidato


A ainda oposição na Assembleia Legislativa do Maranhão reuniu-se, na manhã desta quarta-feira (29), e decidiu por um posicionamento contrário a uma possível eleição indireta para governador do Maranhão, no caso de a governadora Roseana Sarney (PMDB) se afastar do Executivo até o final do mês de novembro. Segundo o deputado Othelino Neto (PCdoB), se isso acontecer, o grupo já avisa que lançará candidato próprio.
Além de Othelino, a reunião desta quarta-feira (29) contou com a presença dos deputados Marcelo Tavares (PSB), que será o chefe da Casa Civil no governo Flávio Dino (PCdoB), Raimundo Cutrim (PCdoB) e Rubens Júnior (PCdoB). Outras discussões devem ocorrer ainda entre os parlamentares de oposição na Assembleia Legislativa.
A oposição considera casuísmo (manobra) uma eleição indireta na Assembleia Legislativa e desconfia dos verdadeiros motivos do atual governo. “Entendemos que não deva haver eleição indireta para governador. Mas, na hipótese disso ocorrer, teremos candidato”, disse Othelino.
No caso de vir a se confirmar mesmo o afastamento de Roseana Sarney do governo do Estado, ao tomar posse no Executivo, o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Arnaldo Melo (PMDB), teria, por Lei, 30 dias para convocar eleição indireta para novo governador, na qual ele próprio pode ser candidato. Elegendo-se, renunciaria ao mandato de deputado e de presidente do poder.
PEC modifica prazo para eleição indireta
Pelo que já foi noticiado por vários setores da Imprensa, haveria uma previsão de que Roseana Sarney se afastaria do governo no dia 30 de novembro, o que significaria que, no prazo de 30 dias, 30 de dezembro, teria que haver a eleição indireta às véspera da posse de Flávio Dino, governador eleito para o mandato que se inicia em primeiro de janeiro de 2015.
Por outro lado, circula nos bastidores da Assembleia já uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que modifica esse prazo para “até 30 dias”, ou seja, Arnaldo Mello, com isso, poderia fazer a eleição indireta a qualquer momento, com dois ou três dias após ter assumido. Assinaturas estão sendo recolhidas.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

O futuro promissor do jovem Luciano Genésio

O suplente de deputado estadual Luciano Genésio (SD), que sempre esteve representando a oposição da cidade Pinheiro, de onde é natural, após o final das eleições, surge como uma promissora liderança na cidade para as próximas eleições.
Luciano obteve a quantidade expressiva de quase 15 mil votos somente em Pinheiro, o que o fortaleceu para a próxima eleição, na qual concorrerá a prefeito do município.
No total, o candidato, que realizou uma campanha limpa e, praticamente com poucos recursos, liderou a maior votação na cidade. Com esse resultado, a composição desta oposição ganhará mais força para os novos desafios que se abrem nestes dois anos que antecedem o próximo pleito eleitoral, destacando Luciano Genésio como o futuro prefeito de Pinheiro.

Jefferson Portela será o secretário de Segurança

O delegado de Polícia Civil Jefferson Portela será o secretário de Segurança do Maranhão. O Anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira ( 27) pelo governador eleito Flávio Dino, em entrevista ao vivo concedida na Rádio Educadora do Maranhão.
Segundo informou a assessoria do governador eleito,  Jefferson será responsável pela implantação de políticas para prevenção de crimes, combate ao tráfico e à criminalidade no Maranhão. Em seu programa de Governo, Flávio Dino apresentou como proposta para a área a implantação do programa Pacto pela Vida – com a articulação de políticas de Estado entre todos os poderes para reduzir os índices de criminalidade no Maranhão.

Seguranças da residência de Sarney trocam tiros com militares na Ilha de Curupu

Um verdadeiro tiroteio ocorreu hoje, dia 27, no final da tarde, na residência do senador José Sarney, na Ilha do Curupu.
Blog do Luis Pablo foi informado que um grupo de seis pessoas estava fazendo trilha de moto na área, quando os seguranças da casa de Sarney tentaram impedir o passeio dos motoqueiros, que continuaram rodando pelo local.
Senador José Sarney
Senador José Sarney
Foi então que os seguranças responderam com bala. Mas para a surpresa deles, havia policiais militares no grupo de motoqueiros, que revidaram com tiros.
Pescadores que residem próximo da Ilha de Sarney ficaram desesperados com tanta bala. O GTA foi imediatamente acionado pelo 13º Batalhão e foi até o local, onde levaram os envolvidos na confusão para prestarem depoimento sobre o ocorrido.
Segundo informações da polícia, ninguém foi preso e nem ferido na troca de tiros. O que aconteceu foi apenas “um mal entendido em que os seguranças da propriedade do senador se precipitaram”.

domingo, 26 de outubro de 2014

Após derrota inédita, grupo Sarney tem racha e futuro incerto no Maranhão com a vitória de Dilma

A queda inédita do poder na disputa para governo e Senado do grupo Sarney deixou o cenário indefinido para quem comanda o Maranhão há 49 anos. Hoje, não há um nome forte despontando entre os aliados, que ainda tentam entender o recado das urnas no último domingo (5). Fora isso, há sinais de desentendimentos entre os integrantes do grupo.
Além da derrota do governo do Estado do senador Edison Lobão Filho (PMDB) para Flávio Dino (PC do B), o deputado federal Gastão Vieira (PMDB) também perdeu o Senado para Roberto Rocha (PSB). Foi a primeira vez desde 1965 –quando José Sarney (PMDB) foi governador-- que o grupo não conseguiu eleger um nome para o governo ou para o Senado.
Em 2006, o grupo chegou a perder o governo para Jackson Lago (PDT), morto em abril de 2011, mas conseguiu eleger o senador Epitácio Cafeteira (PTB). Em 2009, após decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Lago foi cassado, e a segunda colocada, Roseana Sarney (PMDB), assumiu o cargo, sendo reeleita em 2010.
Com a aposentadoria do senador José Sarney (PMDB-AP) e de Roseana a partir de 2015, o grupo também fica órfão de um nome forte, já que o desempenho de Lobão Filho (PMDB) nas eleições de domingo foi considerado muito aquém do esperado –ele teve apenas 33% dos votos válidos.
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Eleições 2014 no Maranhão44 fotos

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Mapa para localizar a cidade de Belágua (MA), que deu a maior votação para Dilma Rousseff em 2010 e 2014 Arte UOL

"Sem ideia"

Diante de um quadro inédito, o grupo ainda não tem claro o panorama daqui por diante. "Eu não tenho a menor ideia de qual será o futuro do grupo. Depois de cinco mandatos de deputado federal, vou pensar o que fazer. Está muito cedo, estou digerindo um pouco. Cada um de nós [do grupo] que ganhou e que perdeu deve estar fazendo o planejamento", disse Gastão Vieira, considerado um dos principais analistas políticos do grupo.
No último domingo, também foi uma prova de desunião quando Lobão Filho, Roseana e Gastão votaram separados, em horários diferentes. "Não sou representante dos Sarney, mas de um grupo político com inúmeros participantes, inúmeras ideologias", disse Lobão Filho, ao tentar justificar a ausência de Roseana no domingo.
Para o deputado federal Sarney Filho (PV), reeleito pela nona vez no domingo (5), a família não tem, hoje, um nome para suceder Roseana Sarney.
Seu filho, Adriano Sarney (PV), foi eleito pela primeira vez deputado estadual, mas ainda é muito cedo para saber o futuro político. Sobre 2016 e 2018, Sarney Filho minimizou a importância de ter um integrante da família disputando a eleição majoritária.
"Isso é besteira. Família é família como qualquer outra. Se alguém se destacar, bem. Mas não há nenhum projeto de poder. O projeto é viver bem e ajudar o Maranhão da melhor maneira possível", afirmou, citando que não tem "ambição" de concorrer a eleição majoritária.
A sentença sobre o futuro, porém, pode estar no desempenho do próximo governador. "Flávio Dino é uma mudança que precisa ser comprovada. Embora não precisasse, ele se uniu ao que há de mais exemplar da oligarquia. O Flávio se uniu com quem apareceu na frente. Como ele vai se desunir no exercício do governo para revolucionário, romper paradigmas?", afirmou Gastão Vieira.
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Política em família: parentes de políticos se elegem (ou não) em 201441 fotos

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Sarney Filho, que é ex-ministro e deputado federal, foi reeleito ao cargo pelo Maranhão com 91.669 votos. Outro eleito foi Adriano Sarney, filho do ex-ministro: ele teve 48.463 votos para deputado estadual. O clã Sarney ainda tem forte influência sobre a política no Maranhão. Seu chefe é o senador José Sarney, ex-presidente do Brasil e ex-governador. Outra filha dele que ingressou na política é Roseana Sarney, atual governadora maranhense, que anunciou em 2014 que, como o pai, não disputará mais eleições 

Flávio Dino  mais uma vez vence 



O governador eleito do Maranhão  votou  às 10h30 na escola Clarindo Santiago, aqui na capital do Maranhão, no bairro Olho D`Água.
Desde o início do segundo turno ele vem se mantendo neutro. E alegou que não poderia tomar posição clara por respeito aos partidos que formaram sua aliança vitoriosa.
Agora que o cenário aponta vantagem de Dilma, que pode sair vitoriosa hoje, o governador eleito do Maranhão saiu do muro. E ontem já comemorava antecipadamente com seu amigo e ex-sócio de banca, o presidente da OAB Seccional do Maranhão, Mário Macieira, e outro companheiro petista.
Abaixo a foto e a explosão de alegria:
dino


Dilma é reeleita na disputa mais apertada da história; PT ganha 4º mandato



Após uma campanha de intensa polarização no segundo turno, a presidente Dilma Rousseff (PT) foi reeleita neste domingo (26) e impediu a virada do senador mineiroAécio Neves, candidato do PSDB - nunca um candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno foi eleito presidente do Brasil.
Por volta da 20h30, com 98% das urnas apuradas, Dilma tinha 51,45% dos votos e Aécio, 48,55%. A diferença de votos era de 3 milhões. Essa foi a menor diferença de votos em um segundo turno desde a redemocratização.
Antes disso, a disputa mais apertada foi em 1989, quando Fernando Collor de Mello (então no PRN) venceu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por 4 milhões de votos. Na época, Collor teve 53,03% contra 46,97% de Lula.
Nas outras eleições presidenciais decididas em duas etapas, a diferença entre o vencedor e o segundo colocado foi maior. Em 2002, Lula teve 19,4 milhões de votos a mais do que José Serra (PSDB). Quatro anos depois, Lula foi reeleito com uma margem ainda maior: 20,7 milhões de votos a mais do que Geraldo Alckmin (PSDB). Já na última eleição, a diferença voltou a se estreitar, e Dilma bateu Serra por 12 milhões de votos.
Com a vitória, o Partido dos Trabalhadores vai para o quarto mandato seguido e deverá completar 16 anos à frente do governo federal.
Primeira mulher a presidir o país, a petista liderou a votação no primeiro turno, mas passou a maior parte da campanha do segundo turno em situação de empate técnico com Aécio nas pesquisas de intenção de voto
É a quarta derrota seguida que o PT impõe aos tucanos nas eleições presidenciais. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma venceram José Serra – duas vezes -- e Geraldo Alckmin nas eleições de 20022006 e 2010.
Com Dilma, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) também foi reeleito. Os dois tomarão posse do novo mandato em 1º de janeiro de 2015.
Dilma Rousseff
·         Partido: PT
·         Nascimento: 14/12/1947, em Belo Horizonte (MG)
·         Ocupação: Presidente da República
·         Vice: Michel Temer (PMDB)
·         Coligação: Com a força do povo (PT / PMDB / PSD / PP / PR / PROS / PDT / PC do B / PRB)
Trajetória
Nascida em Belo Horizonte (MG) em 14 de dezembro de 1947, Dilma tem 66 anos, é divorciada, tem uma filha e um neto. Durante a ditadura militar (1964-1985), integrou organizações como a VAR-Palmares, que defendia a luta armada. Ficou presa entre 1970 e 1972 e foi torturada.
Depois de solta, mudou-se para Porto Alegre com o companheiro Carlos Araújo e formou-se em ciências econômicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Iniciou o mestrado em economia na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), mas não concluiu.
No período final da ditadura, ajudou a fundar o PDT no Rio Grande do Sul. Trabalhou na Fundação de Economia e Estatística, na Assembleia Legislativa do Estado e na Câmara Municipal da capital gaúcha.
Nos anos 80, foi secretária da Fazenda da Prefeitura de Porto Alegre. Na década seguinte, atuou como secretária de Minas e Energia do governo gaúcho. Filiou-se ao PT em 2001 e integrou o governo Lula desde o início, em 2003. Foi ministra de Minas e Energia e, depois, ministra-chefe da Casa Civil.
Indicada por Lula, disputou sua primeira eleição em 2010 e já como candidata a presidente. Foi ao segundo turno contra José Serra (PSDB) e, com 55,7 milhões de votos, tornou-se a primeira mulher eleita presidente na história do país.
Tomou posse em 1º de janeiro de 2011 e teve altos índices de aprovação nos primeiros anos de gestão. Em março de 2013, a aprovação ao modo de governar da presidente atingiu o recorde de 79%, de acordo com pesquisa CNI/Ibope.
Entre as realizações de seu primeiro mandato, estão o programa Mais Médicos, o Pronatec (Programa Nacional Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), a expansão do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida e investimentos em obras de infraestrutura e mobilidade. Em setembro, o governo comemorou aexclusão do país do Mapa da Fome da ONU (Organização das Nações Unidas).
Protestos, denúncias e problemas na economia
A avaliação do governo piorou após os protestos de junho de 2013, mas os levantamentos continuaram a apontar o favoritismo de Dilma na disputa eleitoral.
A petista passou o ano de 2014 enfrentando denúncias relacionadas à Petrobras, envolvendo o ex-diretor da empresa Paulo Roberto Costa, preso pela Polícia Federal. Ele é suspeito de operar um esquema de desvio de recursos da estatal, com o envolvimento de políticos e partidos.
A presidente também enfrentou críticas em relação à condução da política econômica. O PIB (Produto Interno Bruto) do país teve um crescimento médio de 2% por ano entre 2011 e 2013, o nível mais baixo desde o governo Collor. Nos dois primeiros trimestres de 2014, os resultados do indicador foram negativos, o que deixou o país em uma recessão técnica.
inflação acumulada nos últimos 12 meses ficou acima do limite máximo da meta do governo, que é de 6,5%. Dilma atribuiu os problemas à crise econômica internacional e afirmou que a condução da política economia teve o mérito de preservar o nível de emprego no país.
Campanha tensa
Durante a campanha do primeiro turno, as pesquisas de intenção de voto chegaram a apontar uma ameaça ao favoritismo de Dilma para conseguir a reeleição. Isso aconteceu entre o fim de agosto e o começo de setembro, quando a ex-senadora Marina Silva foi oficializada como candidata a presidente pelo PSB, após a morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.
Quando Marina cresceu nas pesquisas, a campanha petista procurou desgastar a imagem da candidata do PSB. A estratégia surtiu efeitos nos dois momentos, com o aumento da rejeição aos nomes da ex-senadora e do tucano.
Marina e outros candidatos derrotados no primeiro turno, como Pastor Everaldo (PSC)Eduardo Jorge (PV)Levy Fidelix (PRTB) e José Maria Eymael (PSDC), preferiram apoiar Aécio na reta final.
Dilma não obteve o apoio formal de partidos de fora de sua coligação, mas conseguiu atrair o ex-presidente do PSB Roberto Amaral. Apesar das dificuldades, a aprovação a seu governo voltou a crescer ao longo da campanha eleitoral.
No segundo turno, com o eleitorado dividido, os primeiros encontros entre Dilma e Aécio nos debates presidenciais foram marcados por muita tensão, com discussões agressivas sobre casos de corrupção. Enquanto o senador mineiro citava adenúncia de desvio de recursos da Petrobras, a presidente apontava casos envolvendo o PSDB, como o mensalão tucano; o fato de o governo mineiro ter construído um aeroporto dentro da fazenda de Múcio Tolentino, tio de Aécio; eacusações de nepotismo
Ao fim do encontro promovido pelo UOL, pelo SBT e pela rádio Jovem Pan, no último dia 16, a presidente admitiu que o debate havia sido "renhido" e chegou a passar mal quando concedia uma entrevista.
Desafios
Um primeiro desafio para Dilma é como lidar com um país dividido. Esta foi a eleição presidencial mais disputada desde 1989. O tom elevado das duas campanhas, especialmente na reta final, pode fazer com que o diálogo entre a presidente eleita e a oposição fique mais difícil. Para Josias de Souza, blogueiro do UOL, a disputa deixou "um rastro pegajoso de rancor e incompreensões; na oposição, PT ou PSDB tendem a elevar o tom".
Alguns dos temas abordados com mais veemência nesta eleição não acabaram com a votação de hoje, como a corrupção na Petrobras. As investigações devem avançar em 2015 e podem abalar o PT e partidos da base aliada. No último dia 18, Dilma admitiu que houve desvios de recursos na estatal e prometeu buscar o ressarcimento dos cofres públicos.
Dilma precisará de um novo ministro da Fazenda, que terá o desafio de reaquecer a economia e combater a inflação, sem elevar a taxa de desemprego. Durante a disputa eleitoral, a presidente afirmou que o ministro Guido Mantega não continuará no cargo. O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, deve permanecer como figura influente no governo.
Entre as propostas que Dilma apresentou durante a campanha, está a criação de uma Academia Nacional de Segurança Pública para a formação de policiais. O programa de governo prevê o fortalecimento do controle de fronteiras e de ações de combate a organizações criminosas e à lavagem de dinheiro.
Para levar adiante as medidas propostas, é importante ter maioria no Congresso. A aprovação de projetos de lei depende de maioria simples, ou seja, precisa contar com o apoio de 257 deputados e de 41 senadores. Para promover mudanças na Constituição, são necessários 308 votos na Câmara e 49 no Senado.
A coligação de Dilma -- formada por PT, PMDB, PSD, PP, PR, PRB, PDT, PROS e PC do B -- elegeu 304 deputados federais e 51 senadores. Ou seja, em tese, ela tem maioria no Congresso, mas precisa evitar deserções de parlamentares da base e conseguir mais alguns votos na Câmara caso pretenda fazer alterações na Constituição.